Atenção e cuidado no ambiente de trabalho: os acidentes e as doença ocupacionais

Assunto que vem ganhando cada vez mais importância e cuidado nas empresas, esse mês ganha espaço no calendário da saúde a Prevenção aos Acidentes de Trabalho. Não existe ainda uma lei que determine qual é a quantidade mínima de funcionários que uma empresa deve ter para realizar uma semana de atenção às questões dos acidentes, conhecida como Semana Interna de prevenção aos Acidentes de Trabalho, as SIPATs, que contribuem para informação e formação sobre as principais questões no ambiente de trabalho (atenção aos sintomas físicos, emocionais ou sociais que o trabalhador possa manifestar).

Apesar da visibilidade, ainda precisamos discutir sobre os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais. No Brasil, anualmente 700 mil pessoas se acidentam e mais de 13 mil morrem por essas causa, o que gera para os cofres públicos um custo de mais de 22 bilhões de reais[1]. Mas o que são os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais?

Segundo o art. 19 da Lei nº 8.213/91, “acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”, ou seja, acidentes ocorridos quando se está executando atividades do seu trabalho que possam afetar o desempenho do indivíduo.

As doenças ocupacionais, profissional ou do trabalho, também estão incluídas nessa legislação e são equiparadas aos acidentes de trabalho, gerando por vias legais os mesmos fins e direitos. São caracterizadas por alterações na saúde ocasionadas pelo ambiente de trabalho, que atrapalham a execução do serviço e que se relacionam diretamente com o ambiente de ocupação, como perdas auditivas, asmas, câncer de pele, dentre outras.

O trabalho dentro das empresas e pelos trabalhadores deve ser de prevenção e, caso ocorram os acidentes ou as doenças ocupacionais, o tratamento. Algumas dicas são:

  • Oferecer os instrumentos e as acomodações ergonômicas necessárias;
  • Comunicar, alertar e conscientizar nas fontes responsáveis quanto aos riscos e ações de prevenção;
  • Oferecer treinamento, palestras e cursos que capacitem os trabalhadores para a atuação no ambiente de trabalho;
  • Divulgar e capacitar os trabalhadores quanto aos procedimentos corretos a serem adotados em casos de acidentes;
  • Promover espaço de intervenção de outros profissionais ligados à saúde física e mental (como educadores físicos para ginástica laboral e psicólogos para plantão psicológico) e
  • Informar e conscientizar sobre os resultados dos exames médicos e complementares.

Essas são apenas algumas das ações que uma empresa e seus funcionários podem desenvolver. Lembrando que é sempre uma responsabilidade dupla: a empresa que oferece os recursos adequados e os trabalhadores que os utilizam. Procurar entender as duas partes e se comunicar é sempre o principal recurso. Cuidado e atenção para que o trabalho não se torne um problema!

Psicólogas Júlia Cabral Mazini e Nathália dos Santos Dutra

Contato: psicologiaemacao@gmail.com

[1] Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,600125/acidente-de-trabalho-no-brasil.shtml

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