Qual a cor da consciência?

Você deve estar se perguntado por que escolhemos esse título, não é mesmo? Praticamente todos os meses do ano recebem uma cor que remete a uma (ou mais!) questão de saúde, uma estratégia criada pelo Ministério da Saúde para chamar a atenção para a conscientização, informação e participação. Embora fevereiro seja o mês das cores e do carnaval, na saúde ele é o mês roxo e é dedicado às seguintes doenças: Lúpus, Fibromialgia e Mal de Alzheimer. Você já deve ter escutado de uma ou algumas delas. Vamos falar de cada uma e os tratamentos oferecidos.

O Mal (também usamos os termos Doença e Demência) de Alzheimer é uma doença degenerativa que atinge as funções cognitivas, como memória ou fala. É uma patologia que vai se agravando gradativamente,  afetando   as funções que são necessárias ao nosso funcionamento e relacionamento. Algumas pessoas crêm que a medida em que os esquecimentos se iniciam,  já é um sinal de Alzheimer, mas não é bem assim. Para ser diagnosticado com a doença, além dos esquecimentos (problemas na memória), deve ser evidente, também, outras alterações nas funções cognitivas ou no comportamento.

É função do médico diagnosticar e remediar a doença, que ainda não tem cura, mas que tem muitas estratégias que permitem ao paciente e seus familiares terem bem-estar e qualidade de vida. A Psicologia é uma das profissões que vai atuar nesse contexto, colaborando para o diagnóstico e nas mudanças que precisarão acontecer. É possível levar uma vida mais saudável e aprender muito com a doença!

Por sua vez, a Fibromialgia é uma doença reumatológica e é uma das mais frequentes. Seus sintomas são dor muscular generalizada no corpo, acompanhada de fadiga, alterações de sono, memória e humor. Algumas pessoas ainda podem apresentar dores de cabeça tensionais, disfunção da articulação temporomandibular, síndrome do intestino irritável, ansiedade e depressão. Esses sintomas podem ter início após um trauma físico, uma cirurgia, uma infecção ou uma tensão psicológica significativa. Não há cura, mas é possível fazer um controle dos sintomas por meio da intervenção dos medicamentos. Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode auxiliar o paciente a encontrar estratégias de enfrentamento dos sintomas e das consequências sociais e emocionais.

Por fim, a doença de Lúpus é um distúrbio crônico que faz o sistema imunológico produzir anticorpos em excesso sem um motivo aparente, esse excesso passa a atacar o próprio organismo, provocando inflamações e lesões em vários órgãos. A diversidade de manifestações que o Lúpus provoca dificulta um diagnóstico frente a outros possíveis distúrbios.

A descoberta da doença pode trazer consigo sentimentos de medo da saúde, do futuro e da perda da vida que podem trazer danos à saúde emocional dos pacientes, com quadros de ansiedade e depressão. Prevenir e cuidar da saúde emocional pode ajudar a enfrentar os sintomas e apresentar   mais resiliência.

Atenção aos sinais, busca de qualidade de vida, atenção à saúde física e mental e bem-estar social são cuidados que não tem hora e que precisam sempre nos acompanhar no nosso dia-a-dia. Consciência tem cor e tem atitude! Esteja atento e divulgue, cuidado à vida sempre!

 

 

 

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