08 de março para sempre

Ser do sexo feminino implica em já nascer com uma gama de possibilidades a serem aprendidas e conquistadas. Pode-se dizer que tudo se inicia com os mimos (brinquedos, roupas rosas, laços lindos) que recebemos dos pais e amigos, com os apelidos carinhosos aos quais somos identificados (princesa do papai, boneca da mamãe, doçura da vovó e por aí vai!), carregados de uma expectativa que os outros colocam de forma inconsciente. É possível identificar nessas coisas os destinos e caminhos que a sociedade coloca a todos nós. Nós porque não é só com as meninas, mas com todos. Vamos falar das meninas em comemoração ao dia 08 de março, ok?

Para que essa criança, quando crescida, altere essa trajetória que já foi planejada pelo outro, será preciso muita luta interna para derrotar as ideias e sentimentos que lhe foram transferidos e muito conflito externo, em uma sociedade que não está preparada totalmente para assumir a independência e autonomia das mulheres (mesmo tendo leis que garantam isso!).

Podemos refletir por exemplo que ser mulher e decidir não ter filhos, ainda causa estranhamento. Ser mulher e ter filho de forma independente, sem a figura masculina, é uma atitude repudiada por muitos. Ser a única mulher profissional dentre muitos homens em uma empresa, por exemplo, pode torna-la alvo de preconceitos e assédios. Apesar de se notar várias bandeiras em prol da igualdade, ainda há um caminho longo pela frente, já que a cultura que reina ainda não abrange a liberdade e igualdade de todos.

Com isso estamos dizendo que ainda não evoluímos? Não é isso! Ao olhar para a história nos deparamos com muitas conquistas. Assim como os exemplos que temos de mulheres hoje. O que estamos dizendo é que ainda temos um longo caminho pela frente! Nós, mulheres, ainda sofremos com a indelicadeza das palavras, com a força dos gestos e com a desigualdade nas lutas. Um mundo em que mulheres tamabém lutam entre si (porque há uma cobrança e uma raiva não só dos homens). Somos mulheres e podemos mais! Não é uma guerra contra os homens, mas a favor de nós!

Nosso abraço a todas as mulheres pelo seu dia, aos homens que sabem valorizar o que é delas e a todas que lutaram e tem lutado pela nossa causa! Porque é preciso sim um dia para valorizar e conscientizar!

“Eu não serei livre enquanto houver mulheres que não são, mesmo que suas algemas sejam muito diferentes das minhas” (Audre Lorde)

Júlia Cabral Mazini e Nathália Dutra, psicólogas e mulheres.

 

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