Primeira semana do Mês da Mulher em Congonhas foi de grande adesão popular

A semana que abriu a celebração do Mês da Mulher em Congonhas mobilizou milhares de pessoas de ambos os sexos por meio de diversas atividades, chamando a atenção para a necessidade de fortalecer a luta pelos direitos iguais e relembrando conquistas históricas que contribuíram para garantir direitos das mulheres. Esta programação, organizada pelo Centro de Referência da Mulher (CRM), outros setores da Prefeitura e parceiros, reforça a importância dessa luta e debate assuntos que dizem respeito ao gênero feminino.

No Dia Internacional da Mulher, celebrado este ano na última quinta-feira, 8 de março, aconteceu uma blitz educativa em frente à Prefeitura, que foi organizada pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedas), sua Diretoria de Direitos Humanos e o Centro de Referência da Mulher (CRM), em parceria com a Polícia Militar. Houve distribuição de cartilhas para que a mulher se conscientize de seus direitos.

A Polícia Militar desenvolve ações de proteção à mulher durante todo o ano. Uma delas é a patrulha preventiva contra violência doméstica, realizando visitas tranquilizadoras aos locais das ocorrências. Há ainda as ações preventivas, como palestras e o contato constante com a comunidade por este é o melhor caminho para evitar o crime.

Homenagem às garis

Também no Dia Internacional da Mulher as garis servidoras da Prefeitura foram surpreendidas pelas secretarias de Obras, Administração, Cultura (com intervenção teatral de Espaguete e Caixotinho), Sedas (com palestra da psicóloga Rafaela Ladeira do CRM) e a Mary Kay com café da manhã, maquiagem, palestra e intervenção teatral, que retratou o cotidiano delas.

Maria Lucilene dos Santos Silva, natural de Ouricuri-PE, gari há 18 anos, gostou muito da recepção que as garis tiveram. “Iniciativas como esta entusiasmam as mulheres e s orientam as de baixa estima não deixarem que outras pessoas as desrespeitem. Nós merecemos ser bem tratadas. Foi lindo ter o café da manhã, a maquiagem e os kits de beleza e o fato estarmos juntas celebrando, somos uma família. Eu sempre cuido de minha pele, ficamos sempre expostas ao sol e aprendi um pouco mais hoje sobre isso também. Eu sempre gosto de trabalhar bonita, onde estou as pessoas me veem linda e maravilhosa”.

No sábado, 10, centenas de mulheres participaram da 2ª Caminhada Ecológica Congonhas Mais Saudável, da av. JK até o Parque Ecológico da Cachoeira, onde elas participaram de aulão de dança, bate-papos informativos sobre os direitos da mulher, nutrição, saúde bucal, dinâmica. A iniciativa foi da Academia Vem Ser em parceria com as secretarias de Esporte e Lazer, Sedas, Saúde, Comunicação e Eventos, Gestão Urbana e Fumcult. O evento contou com o apoio da Samma Alimentos Funcionais, Jah do Açaí, Eli do Mocotó, Ipê Confecções e Bomboniere Doce Sabor.

Aluna da academia, Jani Dark Correa, do Cristo Rei, participou da caminhada e diz que “atualmente as mulheres possuem condições de ter os direitos mais respeitados. Lutamos, estudamos, trabalhamos, nos divertimos. Mas infelizmente acontecem muitos casos de violência ainda. Mas mulheres não devem ficar caladas, é preciso buscar seus direitos, respeitando os direitos dos homens e fazendo eles respeitar os nossos”.

O Centro de Referência da Mulher (CRM) participou do 4º Encontro de Mulheres, promovido pela Arquidiocese de Mariana e realizado em Ouro Preto no sábado, 3.

Na Segunda-feira, 5, aconteceu o Dia D para a mulher idosa, comações de embelezamento e momento cultural, seguidas de uma intervenção no Centro de Referência do Idoso (C.R.I.).

Durante a semana, foram realizados ainda encontros com as mulheres dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) Pires e do Dom Oscar no CRM, com  oficina de beleza com Giovanna Fernandes e outra com Filipe Palmiere, além de uma roda de conversa com alunos do IFMG na sede do Instituto Federa/Campus Congonhas.

A ideia da Prefeitura é estender ao máximo as campanhas de proteção à mulher. Estas acontecem também nas escolas para conscientizar a juventude sobre este tema. “Os jovens devem colaborar para descontruirmos o machismo e tornarmos a população mais humana. Percebemos a violência se reproduzindo muito cedo nesta faixa da população. Queremos atingir todos os públicos, as mulheres e homens adultos também. É igualmente importante a parceria com a Polícia Militar, até porque atualmente a polícia está mais aberta ao diálogo com a população e atuando mais na prevenção da violência”, diz a diretora de Direitos Humanos da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedas) da Prefeitura, Júnia Palmiere.

As mulheres, que representam 52% da população brasileira, precisam se envolver mais nos assuntos da sociedade, como a política, os relacionados a profissão. Júnia afirma os avanços ainda são pouco significativos no combate à violência a mulher.  “Estamos construindo nossa rede de proteção à mulher. O Governo Municipal oferece muito apoio a esta ação, atuamos em conjunto com todas as secretarias da Prefeitura. A mulher se sente mais confiante a falar sobre o assunto e a denunciar. Mas com todo nosso esforço, precisamos evoluir mais. Tem aumentado o percentual de violência a mulher. Daí a importância de a vítima procurar o CRM, que não vai obrigá-la a fazer nada, e sim orientá-la, fortalecê-la, para que ela tome a decisão que ela quiser”, completa Júnia.

A psicóloga Rafaela Ladeira do CRM lembra que o Dia Internacional da Mulher não é simplesmente uma data para elas receberem os parabéns. “Ele marca a luta por direitos iguais, nos lembra de que temos as lutas diárias em casa, no trabalho e que devemos ser unidas como fomos na caminhada realizada no último sábado. Trabalhamos no CRM para combater a violência doméstica e percebemos como a mulher fica isolada quando não conta com uma rede de apoio. Quem não vive uma situação de violência que apoie quem passe por este problema. O abuso acontece em forma de ameaça, coação, que leva ao medo e ao constrangimento, que também leva a mulher a esconder a agressão que sofreu. Nossa sociedade é machista e tem o habito terrível de culpar a vítima pelo ato que ela sofre, até através de perguntas como ‘o que você foi fazer lá sozinha’, ‘por que você estava com esta roupa’. Claro que temos de nos proteger, mas é como se essas atitudes justificassem a violência, quando nada dá direito ao outro de cometer um ato de violência”, comenta.

O Centro de Referência da Mulher (CRM) oferece as mulheres de 18 anos para cima orientação social, psicológica e jurídica. O CRM funciona à rua Antônio Andrade de Freitas, nº 3, no Centro (próximo à Escola Estadual Barão de Congonhas). Para mais informações, ligue 3731-4428. Há também dois telefones de discagem gratuita: Ligue 180, que é um canal direto de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o país, e o 190 da PM.

Menores de idade que são vítimas de violência devem procurar o Conselho Tutelar, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), à rua Padre João Pio, nº 121 (tel.: 3731-1283) ou o Disque 100, do Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos e também de discagem gratuita.

Sequência da programação

Desde esta terça, acontece o CRM Itinerante pelo CRAS Dom Oscar, CRAS Pires (15/03, às 13h30), CRAS Alvorada (22/03, às 14h) e C.R.I. (05/03, às 8h30) com presença da Polícia Militar, palestras nas escolas da rede municipal de ensino e nas escolinhas de futebol do município, início do Projeto com os alunos da Escola Municipal Fortunata de Freitas Junqueira – Agentes Multiplicadores de Políticas de Mulheres, posse do novo Conselho da Mulher de Congonhas, entrevistas com os órgãos de atendimento à mulher vítima de violência na Rádio Educativa FM (97.5 Mhz).

 

 

 

 

 

 

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