Prêmio BDMG Instrumental chega à maioridade mais amplo e consagrando talentos da música mineira

Instituto aumenta premiação dos editais já tradicionais e lança nova categoria. Músicos poderão se inscrever gratuitamente para a 18º edição até 30 de março

Minas Gerais sempre foi celeiro de grandes músicos e a música instrumental, por consequência, é das sonoridades mais ricas. Nesta cena, preservar e difundir um programa como o Prêmio BDMG Instrumental, que chega à maioridade em sua 18ª edição como um dos mais importantes reconhecimentos aos músicos, são duas ações concretas de fomento à produção mineira que o Governo de Minas Gerais celebra.

Em 2018, o BDMG Cultural  reforça o apoio à produção musical ampliando valores para premiações – BDMG Instrumental e Marco Antônio Araújo – e criando uma nova categoria, dedicada a CDs de canção, em homenagem ao músico Flávio Henrique, que sempre militou pelos artistas e pela produção musical do estado.

“O compromisso com o fomento à cultura aumentou porque a cultura para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais considerada é motor de desenvolvimento econômico e fator de inclusão social. A cultura movimenta extensas cadeias produtivas, gera renda e inúmeros empregos. Por meio de programas tradicionais, o instituto cultural reitera seu compromisso com a cultura”, Rogério Faria Tavares, presidente do BDMG Cultural

Buscando enaltecer e destacar a qualidade da sonoridade produzida na capital e no interior do estado, os editais do 18º Prêmio BDMG Instrumental são destinados a compositores, instrumentistas e arranjadores de música instrumental mineiros ou residentes no estado há mais de dois anos. O valor foi alterado e os vencedores do BDMG Instrumental receberão R$ 12 mil.

Já o Prêmio Marco Antônio Araújo existe há 15 anos e revela o melhor CD autoral instrumental e independente, produzido no ano anterior à premiação. O vencedor levará para casa R$ 10 mil, mais do que o dobro do ano passado. O inédito Prêmio Flávio Henrique, por sua vez, destacará o melhor CD autoral de canção brasileira e independente, com premiação também no valor de R$ 10 mil.

Coordenadora dos projetos de música do BDMG Cultural há mais de dez anos, Beth Santos explica o que este tipo de alteração acrescenta às premiações que são referência em todo o país.

“O BDMG Cultural tem como uma de suas principais missões o fomento, a formação e a renovação do cenário musical, o que também envolve a apresentação de novos trabalhos que revelem para o público a criatividade e a qualidade da produção mineira. Os prêmios BDMG Instrumental e Marco Antônio Araújo contribuem para o incentivo a uma nova geração de músicos. O aumento da premiação é mais do que valor, é mais um fomento a esses artistas que tanto se dedicam a música”, resume a coordenadora.

Talentos consagrados

O violonista e compositor Celso Moreira foi pioneiro no Prêmio BDMG Instrumental. Além dele, Flávio Henrique, Geraldo Vianna e Wilson Lopes foram os quatro vencedores da primeira edição da premiação, em 2001.

O mineiro de Guanhães, nasceu em um berço musical. Seu pai, Ridávia Moreira e seu irmão, o guitarrista e compositor Juarez Moreira, são exemplos desta forte ligação da família com a música. O primeiro álbum solo gravado, intitulado “Celso Moreira Autoral”, foi lançado em 2008. O sucesso deste trabalho foi relevante e proporcionou, ao instrumentista também a premiação de melhor disco instrumental no mesmo ano, por meio do Prêmio Marco Antônio Araújo, realizado pelo BDMG Cultural.

“Para mim, em especial, o BDMG Instrumental foi ótimo, tanto que em 2008 participei novamente e fui contemplado. Pude mostrar meu trabalho autoral e divulgá-lo fora do estado. De lá para cá a premiação cresceu muito, principalmente com a participação de um convidado de renome nas apresentações. Isso engrandece o prêmio”, afirma Moreira, que também foi jurado de edições anteriores do BDMG Instrumental.

O talentoso Deangelo Silva também já tem colhido frutos da sua dedicação como compositor, arranjador, instrumentista e produtor. Um dos destaques do último 17º Prêmio BDMG Instrumental e vindo de São Gonçalo do Rio Abaixo, interior de Minas Gerais, ele se apresentou com as músicas “Bahia”, “São Paulo” e o arranjo para a canção “Daquelas coisas todas”, de Toninho Horta, e levou o prêmio.

“O Prêmio BDMG Instrumental é muito importante porque é uma oportunidade não só financeira, mas o vínculo que se pode fazer com tanta coisa legal. Quando ganhei fiquei mais animado e esse ano já estou com trabalhos internacionais, além de estabelecer contato com diversos talentos do cenário musical”, ilustra.

Homenageando e descobrindo a canção mineira

O Prêmio Flávio Henrique foi criado a partir da edição deste ano homenageia este importante instrumentista, cantor e compositor, morto recentemente. Flávio Henrique deixou como legado uma inquietação artística singular, repleto de melodias, canções e inspirações. Nesta categoria, anualmente, será selecionado o melhor CD autoral, de canção brasileira e independente, que reforce a qualidade e a produção criativa em Minas Gerais.

“Era uma perna que faltava ao BDMG Cultural para complementar as atividades musicais do instituto. Da mesma forma que os incentivos trouxeram grandes benefícios para a música instrumental, com certeza será uma grande oportunidade para a música cantada”, afirma o presidente do BDMG Cultural, Rogério Faria Tavares.

Para o cantor e compositor belo-horizontino Pedro Morais, que integrou o Quinteto Cobra Coral ao lado de Flávio, o prêmio chega em boa hora para a memória e o fomento à cultura da música mineira.

“Um prêmio que leva o nome do Flávio Henrique é um estímulo a mais para quem produz música popular brasileira e contribui para que um nome tão importante como o do Flávio, que nos últimos anos aglutinou gerações distintas de compositores, não caia no esquecimento. Estou muito feliz com o reconhecimento, nada mais justo para a cultura da música mineira que ser premiado com o nome dele”, celebra Pedro Morais.

O vencedor receberá premiação no valor de R$10 mil no dia da finalíssima do 18º Prêmio BDMG Instrumental, em maio, no Teatro Sesiminas.

Seleção

Até 30 de março de 2018, os candidatos poderão se inscrever gratuitamente para o prêmio. Os interessados também vão concorrer, além da premiação em dinheiro, à participação em shows em BH, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH), com participação de músico convidado, e em São Paulo, no “Instrumental Sesc Brasil”, do Sesc SP.

Em uma seleção aberta ao público, em três dias de apresentações no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, quatro músicos serão escolhidos como vencedores da premiação. Além do prêmio principal, o melhor arranjo, os dois melhores instrumentistas e dois finalistas, também receberão premiação em dinheiro.

Regulamentos e fichas de inscrição no site do BDMG Cultural: www.bdmgcultural.mg.gov.br.

Breve histórico

A música instrumental mineira remonta quase um século do estilo no país, quando o samba, registrado aproximadamente no final da década de 1830, saiu dos morros à condição de representante da música popular brasileira e depois, por volta da segunda metade da década de 1910, também passou a contar com composições instrumentais, com grandes músicos à frente como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga, Baden Powell, Ernesto Nazareth, Tia Amélia, Radamés Gnattali, entre outros históricos instrumentistas.

  

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