O mal do século “em excesso”: Transtorno de Ansiedade Generalizada

Você provavelmente já ouviu falar que a ansiedade é o mal do nosso século. Em uma sociedade com cada vez mais compromissos, informações e preocupações, parece que “ser ansioso” já está parecendo algo comum. Embora seja natural que todos vivam alguns momentos em que a ansiedade está presente, é importante dizer que quando ela se torna recorrente, persistente ou prejudica demasiadamente a nossa vida, pode ser que se trate do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Vamos explicar, então, qual a diferença, os sintomas e os tratamentos da ansiedade generalizada. Mas atenção para o autodiagnostico! Apenas os profissionais são capazes de fazê-lo.

Para algumas pessoas, situações corriqueiras geram medo, expectativas e  angústias, surgindo então um estado mental de preocupação. Quando tais sentimentos, apesar de presentes, podem ser tolerados e controlados por nós, podemos dizer que uma ansiedade está presente! Todavia, quando diante das mesmas situações, há um estresse físico e mental, gerando grande e excessiva expectativa e preocupação, as quais são difíceis de serem controladas e suportadas, surge a ansiedade generalizada e nela, sentimos como se os problemas fossem bem maiores do que na verdade são de fato e que não há maneiras e possibilidades de superá-los! Estar no presente se torna impossível e vivemos então constantemente no futuro!

Sintomas físicos como dores de cabeça, refluxo gástrico, dificuldade de concentração, fadiga, tremores, dificuldades no sono, palpitação, falta de ar, tensão muscular, perfeccionismo, comportamento compulsivo, sensação de “nervos à flor da pele”, “brancos” na mente, entre outros, surgem como companhia da ansiedade e se alojam por todo nosso ser denunciando que algo não está em sintonia. Tais sintomas e sentimentos geram um ciclo que se torna vicioso, expressando a negatividade e a não resolução das dificuldades encontradas no presente. Muitas vezes, reflete na avaliação que fazemos do outro, afetando nossa rede de relacionamentos sociais (isolamento), nossa produtividade, autoestima e disposição.

Crianças, também, sofrem do transtorno de ansiedade generalizada. Sentimentos de medo e apreensão excessivos geram uma tensão psicológica e física, as quais se tornam desproporcionais diante da situação real/ imaginária, transformando-se em taquicardia, falta de ar, tremores, problemas intestinais, etc.

Ainda não se sabe ao certo as causas, embora alguns estudos apontem para a questão biológica e outros para traumas específicos vividos na infância, mas se sabe que o diagnóstico pode demorar a ser realizado, tento em vista que indivíduos que sofrem de TAG demoram a buscar ajuda já que a ansiedade sempre esteve presente em suas vidas, tornando-se parte dela. Muitas vezes as pessoas procuram ajuda somente quando são acometidos por outras enfermidades.

Para o tratamento são necessárias intervenções psicoterapêuticas e  medicamentosa por profissionais específicos como o psicólogo e psiquiatra. O psicoterapeuta buscará compreender como a ansiedade está interferindo na vida do indivíduo, buscando estratégias para serem utilizadas no enfretamento dos sintomas e no bem estar geral dele. Já o médico buscará identificar os critérios que devem ser atendidos para um diagnóstico eficaz, determinando qual o melhor medicamento para cada situação.

Se você se identificou ou conhece alguém que pode estar vivendo esses sintomas, busque ajuda e acompanhamento profissional. O autodiagnostico e a automedicação trazem prejuízos e podem retardar o tratamento.

Vamos buscar o autoconhecimento, bem estar e melhor qualidade de vida mental e física.

Psicólogas Júlia Cabral Mazini e Nathália dos Santo Dutra

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