Dias para o trabalhador: construindo a sua trajetória

Na data do Dia do Trabalho trazemos a questão: qual o motivo pelo qual você trabalha? Muitos costumam responder, quase que espontaneamente, “para ter dinheiro”. Respostas como “para sobreviver” também aparecem e, se assim consideramos, então vale refletirmos sobre alguns pontos:

  • Qual lugar o trabalho ocupa em sua vida?
  • O que você busca com a realização do trabalho?
  • Quais outras inspirações seu trabalho traz?
  • Como você se sente ao realiza-lo?
  • O que realmente importa para você em sua trajetória de vida? De que maneira seu trabalho tem te auxiliado nisso?

Dinheiro e sobrevivência não podem ser as respostas para a pergunta inicial, afinal quando nos propomos a realizar um trabalho,  inúmeras questões, reflexões, sentimentos, sobrecargas, realizações, (des)motivações e (in)satisfações vêm acompanhadas dele.

Parece que aprendemos a importância do trabalho desde nossa infância, já que percebemos que ele ocupa grande parte da vida dos adultos ao nosso redor e que, na medida em que crescemos, nossa trajetória aponta diretamente para uma formação nesse sentido (estudar para se preparar para o mercado, formação complementar, desenvolver talentos e etc.). Crescemos admirando o fazer profissional do pai, da mãe, do tio, tia, primos, vizinhos e de pessoas de referência e uma das primeiras perguntas que nos fazem quando já estamos na escola é: o que você vai ser quando crescer?

A partir daí expectativas são criadas, projetos são imaginados e comportamentos são aprendidos e adquiridos para que tais idealizações aconteçam de fato, tanto por parte da família, quanto pelo próprio indivíduo que, desde pequeno aprende os passos necessários para alcançar algo. Adquirir tais atitudes e comportamentos pode ser mais fácil que SENTI-LOS. Estamos bem mais preocupados com as consequências de um comportamento do que com o fato de que, a cada passo dado, SENTIMOS e PENSAMOS muitas coisas que podem (des) favorecer  a caminhada.

Muitas vezes nem damos espaço para alguns sentimentos e quando nos damos conta a sobrecarga, ansiedade, tristeza, apatia e desmotivação surgem, como se fosse de repente em nossas vidas. E só ai damos suporte e importância  ao fato de que SENTIMOS.

No trabalho não é diferente! Passamos grande parte do nosso dia  relacionando com muitas pessoas, entrando em contato com vários sentimentos, exercitando a todo momento nosso poder de (auto) controle, capacidade de aprendizagem, resiliência, tomada de decisões, assertividade dentre outros comportamentos e atitudes que, através do poder de escolha, traçam nosso cotidiano. Mas de que forma você tem exercido seu poder de escolha?

Seremos sempre realizados, felizes e motivados no trabalho? Definitivamente não. E isso também pode ser bom! É  importante avaliar nossa disposição para alcançar tais sentimentos e não esperar que um outro determine a forma que devemos senti-los. Mas, como fazer isso? Quando temos consciência da nossa capacidade de autorealização e do nosso poder de escolha, fica mais fácil determinar para nós próprios o que deverá ou não nos atingir e de que forma iremos permitir que isso ocorra. Por que é bom? Mais do que momentos em que nos sentimos frustrados ou estagnados no trabalho, perceber e refletir como ele pode nos fazer sentir melhor nos leva para novas direções, cada vez mais saudáveis e voltadas para nossa satisfação.

 

Psicólogas Julia Cabral Mazini e Nathália dos Santos Dutra

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