Adolescência, família e os desafios de educar

*Foto da internet. Série adolescente dramática “13 Reasons Why”

Temos discutido aqui questões da infância, velhice e algumas patologias. Falamos sobre datas comemorativas ou eventos importantes. Então se estamos falando sobre assuntos da formação humana, parece importante discutir a fase de desenvolvimento humano conhecida como “adolescência” ou a época das escolhas, dos primeiros(as) paqueras, das dores de cabeça para os pais, dos desafios para os filhos, das primeiras festinhas e do “meus amigos são mais legais que meus pais”. Conhecida como “aborrecência”, compreende o período dos 10 aos 19 anos (Organização Mundial de Saúde) e leva esse nome porque, diferente das crianças que se conformam em saber as coisas, os adolescentes gostam de averiguar, saber os motivos e os argumentos, são questionadores e começam a se posicionar com relação a algumas questões.

É comum nessa fase os pais ou responsáveis ficarem com a impressão que a atitude questionadora seja só com eles ou que seja pessoal (para contradizer os pais), sem considerar que esse é o momento que o adolescente começa a se perceber no mundo e a entender quais a suas relações com ele. Para fazer isso, precisa analisar, entender e compreender o mundo que o rodeia. Parece fácil? Mas para quem está começando nem sempre. Isso pode coloca-lo numa posição vacilante, contraditória e (algumas vezes) sem saber fazer as suas perguntas. Mas isso não tem relação com os pais/responsáveis, não é direcionado a eles, mas ao adolescente.

Todo processo emancipatório é custoso para os que estão envolvidos. Para o adolescente pode representar um momento de angustia, pensamentos acelerados, questionamento da autoestima e participação em grupos variados. Para os pais e responsáveis, o momento de permitir que outro para quem tanto se dedicou escolha seus próprios caminhos.

Atenção para algumas coisas que podem ajudar nesse momento: mantenha os limites, não tome como pessoal e tenha empatia. Os limites colaboram para que esse momento de escolha não leve a más decisões ou envolvimentos; não tomar como pessoal é compreender que esse momento é subjetivo e pertence a mudança de lugar social do adolescente, não a uma vontade de “te provocar”; e ter empatia auxilia em diálogos entre os adultos e o adolescente, fazendo com que as reflexões tragam também bons aprendizados.

Alguns ainda tem receio de falar sobre certos assuntos ou tem dificuldade de fazer uma aproximação maior. Saiba que algumas conversas pertencem as relações de pais/responsáveis e adolescentes. Um profissional pode ajudar a introduzir o assunto, torna-lo mais favorável e ajudar o adulto e o adolescente a compreenderem o que está acontecendo nesse momento, tornando-o mais favorável a todos.

 

Psicólogas Julia Cabral Mazini e Nathália dos Santos Dutra

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