Carreatas políticas: poluição ambiental, sonora e desnecessidade de tumulto a mobilidade urbana

Já não é de hoje que as antigas estratégias de campanha estão sendo substituídas por novas, a medida em que as novas tecnologias avançam com a sociedade. Uma das últimas estratégias para angariar votos dos eleitores, as chamadas carreatas políticas ainda teima a tomar guarida durante o processo eleitoral.

Mas será que uma carreata política tem o “poder” de transformar votos?

Primeiramente, é preciso levar em conta que em um período em que se prega o modo de vida sustentável e a preservação do meio ambiente, queimar combustível fóssil (gasolina, álcool e diesel) e despejar toneladas de CO2 na atmosfera não parece ser um bom início para quem almeja chegar a ocupar um cargo público, sendo que existem outras maneiras de se fazer campanha e conseguir votos sem que se agrida fortemente o meio ambiente.

Segundo, dificilmente um candidato consegue controlar a euforia de seus cabos eleitorais e por conseguinte eles acabam emitindo decibéis acima do regramento legal permitido. A legislação estabelece um limite para a emissão de decibéis, em áreas residenciais o volume não pode ultrapassar 55 decibéis durante o dia e 45 no período da noite, já em setores comerciais o limite é de 65 decibéis no período diurno e 55 no noturno. Caso o cidadão apure qualquer infração a legislação, poderá acionar as autoridades competentes para que promovam a autuação dos responsáveis.

Terceiro, uma carreta eleitoral também tumultua em muito a mobilidade das pessoas, atrapalhando o trânsito de pedestres e de veículos nas vias por onde passa, trazendo um desserviço à cidade e porque não, ao processo eleitoral.

Ao observar os três itens acima e respondendo a pergunta, uma carreata só traz prejuízos, para a cidade onde ela é realizada, para o meio ambiente, para o cidadão e no somatório disso tudo para o candidato que provavelmente esperará por mais quatro anos por uma nova oportunidade e aí já experiente com os erros do passado buscará fazer uma campanha sustentável para que do processo eleitoral o seu exemplo contagie o seu possível mandato.

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