Definida a programação do Dia da Mulher na Praça Sete em Belo Horizonte

Evento contará com falas de diversas entidades sobre combate ao feminicídio, além de apresentações culturais.

A identidade visual e o lema das iniciativas deste ano foram definidas – Foto: Clarissa Barçante

A celebração do Dia Internacional da Mulher 2019, que acontece em 8 de março, na Praça Sete, Centro de Belo Horizonte, contará com falas de diversas entidades sobre o direito à vida e o combate ao feminicídio e outras violências contra as mulheres, além de intervenções culturais. A programação foi definida na 6ª Reunião Preparatória para o evento, realizada na manhã desta terça-feira (12/09/19), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Haverá, ainda, um momento para reflexão a respeito da situação das mulheres afetadas pelo rompimento de barragens de mineradoras em Mariana (Central) e Brumadinho (RMBH). A reunião contou com a participação das deputadas estaduais Marília Campos (PT) e Ana Paula Siqueira (Rede) e também da ex-deputada federal Jô Moraes (PCdoB).

As atividades serão abertas ao meio-dia pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALMG. Ao longo da tarde, entidades que representam as diversas lutas das mulheres se revezam no microfone, em apresentações e saudações em virtude das comemorações da data. A Delegacia das Mulheres de Belo Horizonte, a Defensoria Pública e o Conselho Regional de Psicologia são algumas das entidades confirmadas.

Também compõem a programação a mostra “Quem ama não mata”  e as apresentações do grupo teatral Morro em Cena e da Batucada Núcleo Universitário da Marcha Mundial de Mulheres. O evento se encerra, às 18 horas, com um grande ato.

Organização – As atividades estão sendo organizadas por cinco Grupos Temáticos (GTs): Praça Sete, Exposição, Descentralização das mobilizações, Calendário e Debates na Escola do Legislativo. A intenção do grupo organizador que reúne esses GTs é que o Dia Internacional da Mulher reverbere ao longo do ano por meio de atividades de formação e palestras. Um curso de oratória, com o objetivo de incentivar as mulheres a tomarem a palavra em espaços de discussão e decisão, também está sendo programado.

Estão previstos, ainda, debates na Escola do Legislativo, mediado por mulheres, como parte da programação do Pensando em Minas. Entre os temas sugeridos, estão a solidão da mulher negra nas relações afetivas e no mundo do poder; a mulher no mundo do trabalho, abordando o impacto das reformas trabalhistas e previdenciária e o processo de terceirização na vida das mulheres; e a violência obstétrica e o sequestro de bebês.

O grupo definirá, também, um calendário para marcar, com atos e debates, datas importantes da agenda, como o Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher (28/5) e o aniversário da Lei Maria da Penha (7/8).

Há, ainda, a previsão de descentralizar as atividades para outros municípios, entre eles Brumadinho, onde deve ser realizada uma roda de conversa. A proposta de descentralização ainda será formatada e apresentada em definitivo.

Identidade visual – Nesta terça-feira (12), o grupo aprovou a identidade visual e o lema das iniciativas deste ano: “Sempre Vivas. Mulheres em luta contra a violência”. A imagem escolhida para representar as ações é a de um buquê com plantas de mesmo nome que, após colhidas e secas, conseguem resistir ao tempo, numa referência à simbologia de força, resiliência e capacidade de superação.

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