Pré-Carnaval do CAPS II em Congonhas celebrou a vida com muito samba e alegria

Durante o “CAPS Folia”, já incluído no calendário do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II e realizado este ano nessa quarta-feira, 27, pacientes e profissionais mostraram muito samba no pé e animação, inclusive aqueles que, devido ao quadro psíquico, com frequência ficam mais isolados. A finalidade é terapêutica, na medida em que propicia a socialização e a interação das pessoas que frequentam aquele espaço. Além da folia, houve concurso de rei e rainha do Carnaval, distribuição de sorvete, bebida láctea, cachorro quente e refrigerante. Música mecânica e a bateria do Bloco Império da APAE Congonhas, que é outra ferramenta de inclusão, garantiram a animação de todos.

A produção dos adereços foi feita, ao longo do mês de Fevereiro, pelos pacientes durante as oficinas terapêuticas conduzidas pela terapeuta ocupacional, Fernanda Glace Pinto do Vale.

Para a paciente A. M. L., o Carnaval do CAPS foi muito gostoso. “A gente se divertiu muito, a banda da APAE foi maravilhosa, comemos sorvete e cachorro-quente. Eventos como este nos ajudam muito, porque muitas vezes as pessoas lá fora acham que estamos aqui só para tomar remédio, e que não é verdade. Os profissionais do CAPS sempre estão em trabalho com a gente para fazermos alguma coisa inovadora, em toda festa da cidade a equipe sempre prepara alguma equivalente aqui pra gente e com muito carinho. No Carnaval, por exemplo, tudo estava muito bem enfeitado e nós participamos com muito gosto”, comemora.

“Esse tipo de atividade é terapêutica na medida em que insere e/ou reinsere as pessoas com transtornos mentais no campo da cultura, favorece a ampliação do seu repertório comunicativo e expressivo, estimula a sua interação, a socialização. O evento é uma forma também de propiciar alegria e sorrisos àquelas pessoas muitas vezes marcadas pelo sofrimento e discriminação. E, quem sabe, atividade como esta possa estimulá-los a se apropriarem dos espaços e eventos da cidade durante os festejos de carnaval na comunidade?”, analisa a terapeuta ocupacional e coordenadora do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) II de Congonhas, Jamile Alves Pereira.

“Vejo o pré-carnaval do CAPS II como uma ferramenta de ressocialização do paciente com outro paciente, assim como uma possibilidade de reinserção dele na comunidade, que muitas vezes o marginaliza. O Carnaval é uma manifestação cultural em que os limites entre o estado de sanidade e o de transtorno são ampliados e aceitos; portanto as pessoas se permitem se desnudar de muitos preconceitos e pré-julgamentos”, explica Mara Fernandes, psicóloga do CAPS II.

 

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