Por que as mulheres negociam melhor

Por que as mulheres negociam melhor

*Renato dos Santos Lisboa

A facilidade de fazer a leitura dos sinais da linguagem corporal das outras pessoas, compará-los aos sinais verbais faz com que certas pessoas sejam chamadas de “perceptivas” ou “intuitivas”. Em outros termos, quando um “presságio” ou pressentimento” nos diz que uma criatura está lorotando, geralmente é porque compreendemos que a comunicação verbal não condiz com a sua comunicação não verbal. Quando o público de um auditório está com o queixo esbarrando no seu próprio peito e os braços cruzados, o pregador eficaz logo percebe que a forma como está ministrando a sua palestra não está sendo bem recebida pelos ouvintes. Neste momento ele entende que é necessária uma rápida mudança para que o público ali presente volte a se interessar pelo assunto tratado. Já o orador que não possui tal habilidade perceptiva sem se ater a comunicação não verbal emitida pela plateia, segue o rumo e provavelmente não terá êxito com a sua palestra.

Em se tratando de gênero, o público feminino geralmente é mais observador e consequentemente obtém mais sucesso na análise da comunicação não verbal. Tanto é verdade que inclusive apelidaram tal habilidade com a chamada “intuição feminina”. O sexo feminino ao longo dos séculos foi sendo capacitado com habilidades para traduzir os sinais não verbais, certamente algo está empregando no DNA das mulheres, que conseguem decifrar a linguagem corporal através da observação de pequenos detalhes. Dessa análise é então possível compreender o fato de como é difícil mentir para o público feminino e quanto é mais fácil esconder a verdade do público masculino.

O público feminino é muito mais ligado nos sinais corporais do que o público masculino sendo já comprovado por inúmeros estudos científicos e também por psicólogos das maiores Universidades do mundo. Invariavelmente nos cursos de “Comunicação Corporativa e Gestão de Crises”, “Gestão Comportamental” e “Gestão da Tomada de Decisão” os quais ministro aplico uma dinâmica separando homens e mulheres que devem se comunicar apenas com sinais. Na maioria das vezes as mulheres fazem mais leituras precisas do que os homens, na proporção de 85% a 44%. De certa forma podemos compreender e aceitar facilmente esses resultados, pois mulheres que são mães, acabam por lapidar a leitura corporal, principalmente nos primeiros anos de vida de seus filhos, onde a comunicação não verbal e de sinais predomina na comunicação entre eles.

Dessa forma também entendemos porque muitas mulheres negociam melhor do que os homens. Elas certamente utilizam a leitura corporal como ferramenta para persuadir a outra parte a fazer exatamente o que elas querem. A nós homens, cabe correr atrás e buscar capacitação para que possamos igualar essa balança, principalmente quando o assunto é negociação.

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* Advogado responsável pela maior negociação Trabalhista do Brasil, é Mestrando em Administração. Pós-Graduado em Administração Pública, Gestão Urbana, Gestão de Pessoas, Direito do Trabalho e Previdenciário, Master Coach Executivo e de Negócios, com formação Profissional em Wellness & Health, Leader Coach, Trainer de Analistas Comportamentais, certificado pela IBS/FGV. Mentor de comunicação e comportamento. Experiência de mais de 10 anos em empresas nacionais de grande porte, com atuação na estratégia do negócio, abrangendo projetos relacionados à cultura e desenvolvimento organizacional, gestão de mudanças, coaching de executivos e carreira, compreendendo mapeamento de competências, avaliação de desempenho, gestão de clima, planos de atração, sucessão e retenção de talentos, e Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas. Atua como palestrante, facilitador de programas de desenvolvimento de líderes e consultor empresarial de reestruturação organizacional e implementação de políticas e procedimento de pessoas, além de ser jornalista e consultor para assessorias de imprensa.

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